
INTERDIÇÃO DE HOSPITAL PARTICULAR PREOCUPA E PODE SOBRECARREGAR REDE PÚBLICA
PARANAGUÁ — A situação da saúde em Paranaguá ganha mais um capítulo preocupante. Em meio às reclamações sobre o atendimento na rede pública municipal, um dos poucos hospitais particulares da cidade recebeu indicativo de interdição ética do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR).
O documento afixado na unidade informa que a decisão foi tomada pelo CRM-PR após fiscalização e estabelece prazo de até 60 dias para que sejam sanadas as irregularidades apontadas. Caso isso não ocorra, médicos poderão ficar impedidos de exercer a medicina nas dependências da instituição, conforme consta no ato.
A medida ocorre em um momento em que usuários do hospital já vinham relatando dificuldades no atendimento e falta de profissionais. Com a situação da unidade particular, cresce também a preocupação com os possíveis reflexos sobre a rede pública.
Paranaguá possui poucas alternativas hospitalares e uma eventual redução dos atendimentos na rede privada pode fazer com que mais pacientes procurem UPAs e demais serviços públicos, aumentando a demanda sobre estruturas que já são alvo de reclamações.
Apesar da gravidade da situação, é importante esclarecer que o documento apresentado pelo CRM-PR trata de indicativo de interdição ética e não permite, isoladamente, afirmar que o hospital esteja falido ou que tenha encerrado integralmente seus atendimentos.
O Portal Boletim mantém espaço aberto para manifestação do hospital, do Município de Paranaguá e do CRM-PR.
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